domingo, 2 de setembro de 2007

Lusitanidade, Lusofonia e Universalidade

LUSITANIDADE, LUSOFONIA
E UNIVERSALIDADE

            A Lusofonia é um tema na ordem do dia. É uma das chaves de articulação de um mundo multipolar, que quer harmonizar os paradoxos da nossa civilização.
Quer preservar a individualidade de cada cultura, articulando a diversidade enriquecedora, numa unidade superior que garanta a prosperidade e o bem-estar de todos os povos.
            Para os povos lusófonos, a Lusitanidade é uma Força Motriz que dá suporte plural a Lusofonia, espalhado pelos quatro cantos do mundo.
            A Lusitanidade nos dá a perspectiva Universalista de seus princípios de sustentação.
A lusitanidade está também na ordem do dia, como a Lusofonia. A Lusitanidade é a força matricial da Lusofonia.
O tema da Lusitanidade está na base da obra de grandes pensadores lusófonos.
Citamos alguns exemplos mais conhecidos, para quem pretender aprofundar o assunto:
Entre os Clássicos recordamos:
- Luis de Camões,  o P. Antônio Vieira e Damião de Góis.
Entre os Modernos:
Fernando Pessoa, Teixeira de Pascoaes, Agostinho da Silva, Jaime Cortesão, Antônio Quadros.
Dos atuais cito apenas: Rainer Daehnhardt, Eduardo Amarante e Paulo Alexandre Loução.
Os nomes que cito são apenas uma pequena amostragem.
Sobre o assunto temos hoje centenas de estudiosos e uma plêiade de dedicados e entusiastas especialistas.
Este fórum de Debates, analisa a Lusitanidade sob a égide do pensamento do P. Antônio Vieira, o Magno Orador da Língua Portuguesa, também, laureado por Pessoa, com o título de Imperador da Língua Portuguesa.
O mesmo Vieira que propomos como Patrono da Lusofonia, como Camões é Patrono da Nacionalidade.
O P. Antônio Vieira defendeu em toda a sua obra, a dimensão universalista da lusitanidade.
Diz ele, no Sermão de Santo Antônio, pregado em Roma, 1670:
Santo Antônio
não seria verdadeiro português, se não fosse  luz do mundo.
Ser português é ter uma visão e um pensamento universalista.
Acrescenta Vieira: os portugueses se chamaram “Lusitanos” para que trouxessem no nome a luz, porque
Deus os havia de escolher para luz do mundo”
E diz Vieira, que a sina do Português é esta:
“nascer pequeno e morrer grande e chegar a ser homem. Por isso nos deu Deus tão pouca terra para o nascimento e tantas terras para a sepultura. Para nescer, pouca terra, para morrer, toda a terra. Para nascer Portugal, para morrer, o mundo”.
E Vieira vai mais fundo:
“Pouca terra era Portugal, mas ali fez Deus um seminário de luz, para transplantar pelo mundo”.
Vieira diz que:
“Portugal é um cantinho da Europa, um cantinho de terra, pura e mimosa”.
Mais tarde esta frase ecoaria em Pinheiro Chagas que cunha uma frase que marcou Portugal para sempre:
“ Portugal, Jardim da Europa
À Beira-mar plantado
Este é o Portugal de Vieira que ele sempre defendeu com toda a sua coragem, ousadia e competência. Vieira não temeu de defender o país dos seus patrícios canalhas que em toda a história fizeram a nação sangrar, em conspirações e corrupções vergonhosas”.
Da face escura de Portugal, Vieira fala no Sermão de Santo Antônio, escrito também em Roma, para ser pregado em 1671.
Mas este não é o assunto hoje.
Exposta a visão universalista que Vieira tem de Portugal e a sua ligação de Lusitano com a luz do mundo.
Vamos nos deter sobre a essência do nosso tema:
Lusitanidade, Lusofonia e Universalidade
Aqui damos a Súmula do estudo:

Diremos sumariamente:
I - Gente Lusitana e sua Ética
II- A gente Lusófona e o seu Mundo – Dimensões da Lusofonia
III- A Palavra Lusitânia, um Paradigma
IV- A Lusitanidade Comanda a Vida
V- Lusitânia e a Lusitanidade na História
VI- A Lusitanidade que o Português Herdou e Revitalizou
VII- Lugares Sagrados, Alguns Pólos da Lusitanidade
VIII – Momentos Épicos da História de Portugal
IX – Desastres épicos da História de Portugal
X – Uma Morte Lenta a ser Estancada
XI – Grandes Marcas da Lusitanidade

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